domingo, 5 de abril de 2009

Da impossibilidade de ser um ser utilitário...

Grande tristeza me assola a alma
Tristeza pontuada por tantas outras tristezas,
Acentuada por um mar de lágrimas, por uma fieira de pérolas salgadas.
Tristeza que me arrasa, que me abate, que me inunda,
Arrastando todos os vestígios de alegria para o fundo.
Me sinto tão sem propósito e sem utilidade, um ser tão desprovido de capacidade,
Boneca de marionete entregue ao sabor do destino.
Uma cortina pesada de acontecimentos paira por todos os lados,
Sobre a cabeça daqueles que mais amo.
Cortina que queria poder despedaçar, estraçalhar, que queria poder jogar por terra,
Mas é impossível caminhar quando não se quer caminhar, impossível abraçar quando não se quer abraçar...
Tão inútil é meu esforço, tão inútil o meu cansaço.
Lá, aqui...

E de volta outra vez.
Retomando esse espaço, que agora mais que nunca se faz tão necessário, tão grande é a volúpia das palavras que se encontram encolhidas dentro de mim, tão grande é a intensidade dos sentimentos que me vêm em turbilhão nos últimos tempos.
Voltei... Após um longo, longo inverno, após uma ausência imensa de mim mesma.